O céu foi gentilmente pintado de um azul desmaiado com pinceladas
brancas...
Nuvens de algodão aqui e ali para não esquecer que podemos
brincar.
Quisera eu pintar com minhas mãos tudo que vejo e que sinto
Sons, odores, sabores e cores.
Quisera eu retratar com exatidão as cores primaveris que me trespassam
os olhos.
São cores tão cintilantes que mesmo que tivesse os melhores
pigmentos
Seriam apenas borrões frente à exuberância natural.
O cheiro selvagem da mata que entra pelas narinas se esconde
no musgo pegajoso.
Sabores ocre invadem as entranhas amarrando a língua da fera
que reside em mim.
O som do silêncio inerte da madrugada...
Retrata o vazio da existência em si.
Tudo me toca!
Que pena...
Tudo que me toca fica somente em mim...