segunda-feira, 4 de agosto de 2025

Aquarela dos sentidos

 


O céu foi gentilmente pintado de um azul desmaiado com pinceladas brancas...

Nuvens de algodão aqui e ali para não esquecer que podemos brincar.

Quisera eu pintar com minhas mãos tudo que vejo e que sinto

Sons, odores, sabores e cores.

Quisera eu retratar com exatidão as cores primaveris que me trespassam os olhos.

São cores tão cintilantes que mesmo que tivesse os melhores pigmentos

Seriam apenas borrões frente à exuberância natural.

O cheiro selvagem da mata que entra pelas narinas se esconde no musgo pegajoso.

Sabores ocre invadem as entranhas amarrando a língua da fera que reside em mim.

O som do silêncio inerte da madrugada...

Retrata o vazio da existência em si.

Tudo me toca!

Que pena...

Tudo que me toca fica somente em mim...

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